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Plano de saúde cobrou carência — é legal? Checklist

A ANS regula os prazos máximos de carência que um plano pode cobrar. Se o plano exigiu prazo maior, negou atendimento de urgência ou ignorou sua portabilidade, a cobrança pode ser ilegal. Use este checklist para verificar.

Checklist gratuito · sem cadastro Fontes: RN ANS 162/2007 · Lei 9.656/98
Revisado por Advogado Adérson E. Rocha, OAB/BA 597675 min de leituraAtualizado jun. 2026

📋 Etapa 1 — Verificar os prazos máximos legais de carência

Tipo de atendimentoPrazo máximo ANSBase legal
Urgência/emergência (cobertura parcial)24 horas após adesãoLei 9.656/98 Art. 12 V c · Súmula ANS 17
Consultas e exames180 diasRN ANS 162/2007
Internação clínica180 diasRN ANS 162/2007
Cirurgias eletivas180 diasRN ANS 162/2007
Parto a termo300 diasRN ANS 162/2007
Doença preexistente (CPT)24 meses (máximo absoluto)RN ANS 162/2007 Art. 11
Se o plano cobrou prazo maior que estes limites: a carência excedente é cláusula abusiva nula (CDC Art. 51 IV) — você pode contestar e obter cobertura imediata via ANS ou JEC.

📋 Etapa 2 — Verificar se você se enquadra numa situação de isenção de carência

📋 Etapa 3 — Reunir documentação para contestar

📋 Etapa 4 — Como contestar a carência indevida

  1. 📞 Contate o plano por escrito (e-mail ou app) citando o prazo máximo da RN ANS 162/2007 e solicitando autorização imediata. Anote o protocolo
  2. 📡 Registre reclamação na ANS — 0800 701 9656 ou ans.gov.br/consumidor. A ANS tem prazo de 5 dias úteis para o plano responder à NIP (Notificação de Intermediação Preliminar)
  3. 🏛️ JEC (Juizado Especial Cível) — para valores até R$20.000, gratuito e sem advogado obrigatório. Peça liminar (tutela de urgência) para obrigar autorização imediata. Juízes concedem com frequência em urgências
  4. ⚖️ Advogado especializado para valores maiores ou para incluir dano moral pela negativa abusiva (Súmula 469 STJ)
Dica: em emergências, vá ao atendimento e pague do bolso se necessário — depois peça reembolso. Em carência indevida, o reembolso integral é obrigação do plano (Súmula Normativa ANS 4).
Fontes legais
RN ANS 162/2007 (prazos máximos de carência) · Lei 9.656/98 Art. 12 V c (urgência em carência) · Súmula Normativa ANS 17 (24h para urgência) · RN ANS 438/2018 (portabilidade de carência) · CDC Art. 51 IV (cláusulas abusivas) · Súmula 469 STJ (dano moral por negativa abusiva)

Este checklist tem caráter educacional. Consulte um advogado especializado em saúde suplementar se a negativa persistir.

Perguntas frequentes

Quais são os prazos máximos de carência que o plano pode cobrar?
RN ANS 162/2007: 24 horas para urgência/emergência; 180 dias para consultas, exames e cirurgias; 300 dias para parto a termo; 24 meses para doenças preexistentes (CPT). Prazos maiores são cláusula abusiva nula.
O plano pode negar atendimento de urgência por carência?
Não. Em urgência/emergência, o plano cobre a estabilização por até 12h mesmo na carência (desde que o plano tenha pelo menos 24h de contrato) — Lei 9.656/98 Art. 12 V c + Súmula Normativa ANS 17.
O que é portabilidade de carência e quando se aplica?
RN ANS 438/2018: se você migra de plano com pelo menos 2 anos de contrato, para cobertura igual ou maior e preço não superior a 100% — zero nova carência. Qualquer carência cobrada nesse caso é ilegal.
O plano pode cobrar carência para doença preexistente?
Sim, mas limitado a 24 meses (CPT — RN ANS 162/2007). Após 24 meses, toda cobertura é obrigatória. O plano jamais pode excluir permanentemente doenças preexistentes.
Como contestar cobranças de carência indevidas?
Notifique o plano por escrito, registre na ANS (0800 701 9656). Para urgência, JEC com pedido de liminar é o caminho mais rápido. O plano pode responder por dano moral em negativas abusivas (Súmula 469 STJ).

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